Doença de Legg-Calvé-Perthes

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Doença de Legg-Calvé-Perthes

O que é?

A doença de Leg-Calvé-Perthes (LCP) é uma doença que foi originalmente descrita pelos três autores que dão o nome a doença (Arthur LEGG nos Estados Unidos; Jacques CALVÉ, na França e George PERTHES, na Alemanha) de maneira independente. Trata-se de uma condição sem causa determinada que acomete o quadril de crianças entre quatro e oito anos, causando dor e claudicação (a criança manca). É causada pela interrupção passageira do suprimento sanguíneo à epífise de crescimento proximal do fêmur.

A doença se desenvolve em fases e é autolimitada. Isso quer dizer que tem um início, evolução natural (que dura em média três anos e meio) e fim, independente da atuação médica. O tratamento se faz importante para que quando terminar o curso natural, a doença não cause deformidade residual na cabeça do fêmur.

Como é a prevenção ?

Sabemos que a doença se dá pela interrupção provisória da circulação para a epífise proximal do fêmur e que existem vários fatores que podem predispor a doença, entretanto, nenhum deles é considerado determinante.

A Doença de LCP progride estágios definidos. Durante essas fases da evolução uma porção da cabeça femoral torna-se necrótica, sofre reabsorção e fragmentação. Dessa forma a cabeça femoral torna-se deformada e o acetábulo torna-se mais raso em resposta às deformidades desta. Isso culmina com a artrose precoce desse quadril.

A prevenção da doença é difícil de ser feita, já que acomete crianças inicialmente hígidas. Quando falamos em prevenção, estamos nos referindo à artrose, que é a evolução natural da doença, quando não tratada adequadamente. Portanto, a prevenção dessa causa é a realização do diagnóstico precoce e tratamento adequado, para que evitemos a incongruência articular ao término da evolução da doença.

 Qual o tratamento ?

O objetivo principal do tratamento é evitar a incongruência articular após o término da doença. Nas fases iniciais, a cabeça femoral está suscetível à defomidade sofrendo ação das forças musculares e também da carga através da marcha. Neste período preconiza-se a contenção da epífise femoral no acetábulo e preservação da mobilidade articular, para que a epífise re-ossifique esfericamente, pois o acetábulo serve de modelo. Na maioria dos casos a marcha age desfavoravelmente e, portanto, deve ser proibida.

O tratamento conservador baseia-se em repouso no leito com tração cutânea para alívio da dor, ou com o uso de órteses de abdução, que ajudam a manter a cabeça centrada no acetábulo.

O tratamento cirúrgico é indicado nos casos em que o tratamento conservador não conseguiu seu objetivo, que é centrar a cabeça do fêmur no acetábulo. Isso pode ser feito cirurgicamente através de osteotomias, que são recortes para realinhamento e podem ser feitas no fêmur (osteotomia varizante) ou no acetábulo ( Pemberton, Salter, Steele). Algumas vezes a liberação de alguns tendões (tenotomias) ajuda a reestabelecer o movimento normal do quadril, quando está contraturado.

Osteotomias Pélvicas

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