Epifisiolise Proximal do Fêmur

Doenças

Epifisiolise Proximal do Fêmur

O que é?

A epifisiolise proximal do fêmur (EPF) é uma patologia em que há o deslizamento da região de crescimento da cabeça sobre o colo femoral através de uma região chamada fise de crescimento. Essa região de crescimento é chamada epífise e se e por isso o nome da doença epiphisios (região de crescimento) lise (quebra). Essa alteração é comum em pré-adolescentes de 11 a 13 anos, sendo mais freqüente no sexo masculino e tem íntima relação com distúrbios endócrino-metabólicos. Apresenta-se caracteristicamente em meninos ou meninas obesos ou altos e magros.
A doença se inicia com uma dor discreta no quadril, no joelho ou na parte de dentro da coxa, associada com claudicação (a criança manca). O importante dessa condição é que o diagnóstico deve ser feito precocemente. Em muitas ocasiões, como a dor pode se localizar apenas no joelho, o diagnóstico não é feito a tempo, o tratamento passa a ser mais difícil e o prognóstico da doença é ruim.
A EPF é classificada de acordo com o grau de escorregamento e com o tempo de evolução. Essa classificação é muito importante para a correta escolha do tratamento.

Como previnir ?

A prevenção da EPF é difícil. Sabe-se, no entanto, que existem crianças com características onde essa doença é mais comum. Sexo masculino, com dores no quadril ou joelho e claudicação, faixa etária que varia de 11 a 13 anos, com o biótipo físico: alto e magro ou obeso com subdesenvolvimento dos órgãos genitais. Esses são fatores de risco consideráveis.

O mais importante é a prevenção da epifisiolise gravemente desviada, que tem tratamento difícil e prognóstico ruim. Essa prevenção é feita com  o diagnóstico e tratamento precoces.

Qual o tratamento ?

O tratamento dessa condição depende do tempo de evolução associado ao grau de escorregamento da epífise. Quando o diagnóstico é precoce, praticamente não há deslizamento da epífise. Neste caso, conseguimos tratar o problema apenas com a instalação cirúrgica de um parafuso, fixando a epífise, numa cirurgia chamada epifisiodese. Essa cirurgia é minimamente invasiva, com uma incisão na pele que não ultrapassa 2 cm.

Quando o diagnóstico é tardio e já existe um pequeno deslizamento, podemos realizar a epifisiodese, no entanto o desvio permanece e este quadril irá desenvolver artrose precocemente.
Quando o deslizamento é grave podemos indicar as osteotomias, que são cirurgias que visam realinhar a epífise por meio de recortes no fêmur. São cirurgias de grande porte e não são livres de complicações. Deslizamentos graves sem correção cirúrgica desenvolvem artrose grave mais precocemente ainda.

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